Já tava mais do que na hora, agora é lei!!

Mulheres já podem ter acompanhante durante o parto
31 de Maio de 2007 -

A mulher brasileira já conquistou o direito de ter um acompanhante ao seu lado na sala de parto. Essa iniciativa se deve à lei n.º 11.108/05, que foi tema da audiência pública “Humanização do Parto e do Nascimento”, realizada nesta quinta-feira (31) na Câmara. O debate foi iniciativa das comissões de Direitos Humanos e Seguridade Social. O projeto de lei que originou a lei é de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT-SC).

A deputada Cida Diogo (PT-RJ), da Comissão de Seguridade Social, explica que o próximo passo a ser dado é o de divulgar, por meio de campanhas publicitárias, esse novo direito da mulher. “O mais importante já fizemos, que foi dar origem a essa lei. Agora, precisamos conscientizar as mulheres para o fato de que elas já têm esse direito e devem exigir nos hospitais o cumprimento dele,” disse.

Cida Diogo ressaltou que o grande empecilho para o cumprimento dessa lei é a resistência das equipes médicas. “A equipe de enfermagem não apresenta resistência, o problema são os médicos que não aceitam a presença de um leigo na sala de parto porque, segundo eles, pode atrapalhar no atendimento da parturiente,” afirmou.

De acordo com o representante do Ministério da Saúde na audiência, Adson Roberto França dos Santos, a partir da próxima semana o ministério disponibilizará R$ 30 milhões para adequação do ambiente destinado aos acompanhantes. “A presença de alguém junto à mulher na sala de parto abranda o estresse dela e reduz a necessidade de se utilizar medicamentos propiciando, assim, a realização do parto normal em detrimento da cesariana,” disse. Santos afirmou ainda que o ministério estima adequar 500 maternidades nos próximos dois anos para cumprir o benefício.

http://www.informes.org.br/pagina-interna.asp?NumeroMateria=20534

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1 Comentário »

  1. Cecília disse,

    6 de Outubro de 2007 @ 21:24

    É lei, mas a lei ainda não chegou aqui em João Pessoa, pelo menos, não nos hospitais públicos. O meu menino nasceu em abril, antes da lei, quiz muito que meu marido estivesse comigo no momento mais importante de nossas vidas, mas a equipe médica não permitiu.
    Daqui há alguns anos pretendo ter outro bebê, espero que realmente se invista em adequar os hospitais públicos e que nós possamos ter alguem que nos ame por perto não por ser lei, mas porque os médicos perceberam como é importante humanizar este momento, afinal parir é algo natural.

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