Há vida no pós parto! E um sling faz uma baita diferença…
Participo de uma lista chamada materna paulistana, há cerca de 6,5 anos. Entrei nesse papo de listas quando estava grávida de 35 semanas da minha segundinha e fui ficando… Algo recorrente nesses anos é encontrar uma rotina no pós parto, onde a barriga deixa de ser barriga que vai junto para tudo em qq horário e passa a ser um ser humano com necessidades específicas.
Há cerca de 5-6 meses surgiu novamente a questão e atitude de uma mãe mudou a vida de um grupo de pessoas. Elas se reúnem todas as semanas, com seus bebês, e eu diria que 90% delas, levam seus bebês em slings. Hoje saíram como notícia da Revista da Folha (25/05) e fiquei muito feliz por elas, são situações como essa que mostram como nosso movimento fica limitado nos primeiros meses de vida de nossos pimpolhos(as), a ponto de, a simples movimentação de um grupo de mulheres virar notícia. É algo que merece atenção!
E você? Está presa em casa, sem poder sair direito, com horários rígidos? Há milênios sem ir num salão dar uma geral no visual ou mesmo assistir um filme no cinema? Coloque seu bebê num sling e vá com fé, pois tudo vai dar certo
. Curta seu bebê, aproveite a sua maternidade ativa!
Você já… slingou hoje?
Cinéfilos de Fraldas Revista da Folha - SP - 25/05/08
por Nathalia Lavigne

Quando chegam juntas à bilheteria do Bristol com seus bebês, há quem torça o nariz por ter que ceder o lugar na fila para o bando de uma dezena de mulheres. Outros ficam apreensivos se o choro e os demais contratempos comuns entre recém-nascidos não irão atrapalhar a exibição do filme.
Mas quem freqüenta a primeira sessão das quartas-feiras no cinema do Shopping Center 3, na avenida Paulista, pode garantir que os cinéfilos de fraldas, com idades entre 20 dias e no máximo um ano, são espectadores comportados.
Na última quarta, um grupo de oito mães comprou ingresso para a sessão das 13h05 da comédia romântica “O Melhor Amigo da Noiva”. Bebês não pagam.
Quando as luzes se apagam, algumas crianças já avançam no peito da mãe e se preparam para a sesta. Com exceção de Sofia, filha de Josemara Giraldi, 26, que trocou o leite pelos dedos da mão e não desgrudou os olhos da tela, a maioria aproveitou o clima água-com-açúcar do filme para dormir até subirem os créditos.
Nenhum bebê se atreveu a abrir o berreiro durante a sessão, acompanhada por um total de 35 espectadores. A única ameaça de choro veio nos últimos minutos do filme, quando o casal romântico finalmente fica junto. “Nunca ouvi ninguém se queixar do choro dos bebês, eles dormem o filme todo”, diz uma das funcionárias da Playarte, Marlene da Silva, 40.
Se alguém chegou atrasado é capaz de nem ter notado o grupo, distribuído nas pontas das fileiras para facilitar uma saída estratégica da sala: “Se os bebês começam a chorar a gente sai na hora. Às vezes, o ronco dos velhinhos incomoda bem mais do que eles”, brinca a produtora Beatriz Siqueira, 30, mãe de Alice, de três meses.
A idéia surgiu em um grupo de discussão sobre parto normal na internet que reúne mais de 500 participantes. Irene Nagashima, 37, comentava que tinha deixado Max, na época com seis meses, em casa e ido ao cinema após longa desatualização sobre os lançamentos. Foi a deixa para outra participante lançar a proposta: “Da próxima vez, vamos todas com os bebês”.
A dona da idéia acabou abandonando os encontros. Já Irene se engajou tanto que partiu para Nova York em abril com o filho e o marido, onde conheceu a sessão especial para mães com bebês. Na volta, escreveu uma versão do projeto para tentar emplacar a idéia em São Paulo.
Com troca-fraldas em todos os banheiros, som e ar-condicionado mais baixos e uma luz cortando a escuridão, o projeto do Landmark Theatre Sunshine Cinema de Nova York é pioneiro. Foi lá que Irene assistiu à sessão exclusiva para as mães que acontece também às quartas-feiras, às 11h, onde viu “The Visitor”, filme independente dirigido pelo ator Thomas McCarthy. Em sua pesquisa, Irene encontrou versões do projeto em outras cidades dos Estados Unidos, da Austrália e do Canadá. No Brasil, a idéia causa estranheza. Há duas semanas, um funcionário da Playarte tentou barrá-las pois o filme “era proibido para menores de 12 anos”, mas acabaram conseguindo assistir à comédia romântica “Três Vezes Amor”.
Dias depois, a presidente da Playarte, Elda Bettin Coltro, que já tinha ouvido falar do grupo e demostrava simpatia pela idéia, marcou uma reunião com a mentora Irene. Sessão exclusiva para as mães ainda é distante, mas ela garantiu que episódios como aquele não irão mais acontecer. “Na realidade, o bebê não incomoda em nada. Vamos instruir os funcionários a como receber as mães. Queremos que mais grupos se formem em outros cinemas da rede. No Plaza Sul, já tem até trocador de fraldas no banheiro”, diz Elda, que prometeu mandar a programação dos filmes com antecedência para Irene e também planeja diminuir o som e o ar-condicionado na sessão dos bebês.
A escolha do filme, feita pela lista de e-mails sempre na segunda-feira, às vezes gera desavenças. “Eu e a Irene somos mais radicais”, diz Alexandra Leandro, 36, mãe de Felipe, já com nove meses, cuja sugestão para o “Homem de Ferro” foi vetada recentemente. “Acharam que era muito barulhento.” Mas uma coisa é consenso: “Filme infantil nem pensar, ainda não chegamos nessa fase”, diz Alexandra, que aponta “Juno” como o maior sucesso entre o grupo. “A trilha era ótima, os bebês adoraram. E, quando passou a cena do parto normal, cada mãe lembrou da sua experiência. Todo mundo saiu feliz.”
Editando: saiu o site do cinematerna, olha que legal: www.cinematerna.com.br
