É impossível, será?
Recebi esse email da Renata, super simpático e achei ele tão real, tão válido que decidi publicar, às vezes temos que ir além da nossa primeira impressão!
Segue o email dela, abaixo, e fica aqui o meu super obrigada!
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De verdade, eu tive que resgatar o sling do monte de presentes: minha irmã morria de medo de usar e não entendia como poderia, sozinha, utilizá-lo. Quando comecei a cuidar dele, o Thiago já estava com quase cinco meses (agora está com seis) e nunca tinha usado o sling (que eu dei de presente, aliás).
Comecei a ajudá-la no consultório odontológico (pq tenho as manhãs livres, atualmente) com algumas tarefas: agendar consultas, organizar coisas básicas da recepção, garantir a organização da sala de espera, verificar materiais e - principalmente - cuidar do Thiago.
Nos primeiros dias utilizei o colo e carrinho e percebi que isso não daria certo: no colo, embora calmo, meus braços não ficavam livres, me impedia de realizar outras tarefas e era muito desconfortável pra mim após uma hora. No carrinho ele ficava muito inquieto se deixado sozinho (lógico), só aceitava quando dormia e mesmo assim dormia por no máximo 30 minutos, acordando sempre assustado.
Mas, como minha irmã sequer pensava em usar o sling (!) tive que insistir por uns bons dias até que ela lembrasse de levá-lo.
Ela me entregou o pacote e disse que era “impossível” eu conseguir usar sozinha, que até poderia ser bom mas eu precisaria de ajudar para colocá-lo e retirá-lo do sling. Pra minha surpresa, ela sequer tinha lido o manual e começou a fazer suposições completamente erradas sobre o produto. Eu já acessei bastante a página e o blog e já tinha uma boa noção sobre o sling (tanto que decidi comprá-lo), mas mesmo assim li todo o manual (que eu adorei), vesti o sling e fiz minha primeira tentativa.
Já estava preparada pra usar só 5 minutos e parar, pra adaptação. Mas qual não foi minha surpresa quando notei que o Thiago não só adorava andar no sling como adormeceu super rápido. Quando ele me vê, mesmo fora do consultório, ele projeta o abdomen querendo o sling. E não é só colo não, é o sling mesmo (ele reclama um pouco se eu só pego no colo). Ele adora ficar sentado de frente, de lado ou de costas. Só pra deitar que ele realmente tem que estar com muito sono - mas o tempo do cochilo da manhã subiu de 30 minutos pra algo entre 1 hora e 1 hora e meia. As mamadas estão mais regulares também.
Os pacientes todos ficam surpresos quando eu abro a porta e percebem que ali tem um bebê. Ficam mais surpresos ainda quando vêem um bebê feliz e tranqüilo. Minha irmã e demais dentistas da clínica percebem que ele gosta, mas mesmo assim ouço deles muitos comentários sobre o nenê estar “torto” ou a dúvida sobre a coluna.
Mas eu tenho passe livre pra usá-lo, e uso direto das 8 ao meio dia (vou alternando as posições, apenas).
Mesmo assim, até hoje minha irmã se recusa a usar o sling (pq ela se acha incapaz pra isso). Acho uma pena que um preconceito seja tão difícil de ser vencido e que as pessoas percam tempo com aquela parafernália toda que usam pra carregar os nenês pelas ruas ou mesmo dentro de casa… . Mas como vegetariana eu já me acostumei com a forma como as pessoas tratam qualquer coisa minimamente diferente com esse tipo de atitude e sequer tentam coisas novas. (www.vegvida.com.br)
Bom, seguem as fotos, que são quase todas do primeiro ou segundo dia de uso. Algumas posições foram reavaliadas (pq percebi que eram mais seguras, mais naturais ou simplemente pq era mais lógico quando saía de uma e ia pra outra. Uma delas foi deixá-lo sempre virado pra mim quando dorme, ao contrário do que está na foto), mas ele sempre esteve muito confortável em todas elas. A resolução não é das melhores mas só quis dar um retorno pra vocês e parabenizá-los.
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